“A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos. Tudo bem. O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.”
“Quando falo, todo mundo acha que estou querendo aparecer, que sou ridícula quando fico quieta, insolente quando respondo, inteligente quando tenho uma boa ideia, preguiçosa quando estou cansada, egoísta quando como um pouquinho mais do que deveria, imbécil, covarde, calculista e outros adjetivos.”
“A distância pode me impedir de te ver, mais não impedirá de te amar cada vez mais. A distância pode não deixar eu ter contato físico com você, mais não impedirá de eu ficar até tarde da noite planejando nosso futuro todo detalhado. E nossa, como eu já decorei nosso futuro, planejo, repenso, replanejo, sonho com ele. A distância não é forte, mais não é impossível de superar. Se liga.”